A cidade de São Paulo praticamente parou nesta semana com a forte chuva da terça-feira. As discussões agora ficam em torno do que leva a cidade a sofrer tanto com esses fenômenos.

Para alguns o poder público não faz o que deveria, para outros a concentração de carros, combinada com chuva, faz a cidade parar. Além disso, têm os que defendem que a população também tem sua parcela de culpa, afinal, tem muito lixo descartado de maneira irregular.

O fato é que, juntando tudo isso, temos uma cidade que se mostra pouco preparada para as grandes enchentes. A falta de transporte público de qualidade faz com que cada pessoa, que pode, saia com seu carro, a falta de educação faz com que muita gente jogue lixo na rua, pensando apenas no seu quintal.

A questão é saber quando autoridades e sociedade juntarão forças para encontrar soluções que amenizem os desastres que podem estar por vir. Ainda nem chegamos no verão, período das grandes cheias. Temos também as variações climáticas que podem gerar tempestades ainda maiores. Será que precisaremos de novos óbitos para discutir com prioridade esse assunto?

A mesma discussão vale para Santa Catarina que, mais uma vez, foi afetada por chuvas e ventos. Vale dizer que são fenômenos incontroláveis, mas será que não são previsíveis? Os sistemas de detecção dessas tormentas não poderiam levar a uma saída das pessoas das áreas atingidas? Talvez, as perdas pudessem ficar apenas no campo material.

Lembrando, mais uma vez, que estamos no fim do inverno, tem a primavera e depois o verão. Será que o assunto será estudado ou somente explorado  na propaganda eleitoral de 2010?

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