Estudos dos fabricantes e do governo norte-americano mostram que uma só dose da vacina da nova gripe deve ser suficiente.
O fabricante CSL, da Austrália, um dos pioneiros nos testes de eficácia da vacina, afirmou que a dose de 15 microgramas de vacina pura, sem adjuvantes –  substâncias que ajudam a induzir a produção de anticorpos – é suficiente. Segundo a empresa, 98% dos indivíduos participantes do estudo apresentaram produção de anticorpos em quantidade capaz de proteger contra o H1N1.
Resultados semelhantes foram obtidos por outra fabricante, a Novartis, que afirmou que em seus testes a produção de anticorpos foi suficiente em 76% dos participantes, com uma dose única da vacina.
Segundo o Anthony Faucci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doença Infecciosas, do governo americano, em entrevista a um jornal canadense, esses resultados são semelhantes aos obtidos pelos testes realizados até agora pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos). Ainda segundo o médico, a produção de anticorpos foi obtida em 10 dias após a aplicação da vacina.
O mesmo instituto norte-americano divulgou ontem que os testes da nova vacina serão realizados também em grávidas ainda essa semana. Mais de 120 mulheres, com idades entre 18 e 39 anos que estão entre a 14ª e 34ª semana de gestação receberão a vacina. As grávidas deverão receber doses entre 15 e 30 microgramas do produto fabricado pela Sanofi-Aventis para o governo daquele pais.
A decisão técnica sobre a utilização de uma ou mais doses da nova vacina pode significar a cobertura do dobro de pessoas no mundo, já que estudos iniciais apontavam para a necessidade de duas doses para obtenção de proteção.
Em todos os estudos já divulgados, os efeitos colaterais são semelhantes aos que ocorrem na vacinação de gripe sazonal que acontece todos os anos. O mais frequente é o desconforto no local da aplicação.
Ainda restam dúvidas quanto a eficácia da vacina nos idosos. As primeiras informações dão conta de que essas pessoas não produziriam a quantidade ideal de anticorpos com a vacina por já terem tido contato com vírus semelhantes em ocasiões anteriores.
Já com as crianças com menos de 9 anos, ainda não existem evidências que possam definir se serão necessárias 1 ou mais doses para que se obtenha a proteção desejada.
De qualquer forma, o tempo para a decisão está se esgotando para os governos do hemisfério norte que deverão enfrentar o aumento do número de casos com a chegada do inverno.